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Economista do Santander apresenta indicadores do crescimento da economia - ACII

“O pior da recessão ficou para trás”. Com essa frase otimista, mas cercada de dados e informações galgadas em indicadores, projeções e métricas do mercado econômico, o economista do Santander, Rodolfo Margato, abriu as Reuniões Plenárias da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), na segunda-feira, 26 de fevereiro, no Hotel Sandri.

Margato apresentou uma análise macroeconômica sobre o cenário atual do país e detalhou as tendências para médio e longo prazo. “Após dois anos e meio de um período bastante desafiador, que foi o segundo semestre de 2014 até 2016, observamos uma trajetória de recuperação em 2017 e neste ano haverá uma visão mais clara e disseminada deste novo momento da atividade econômica brasileira”.

Descolamento econômico e político

O economista também ressaltou que a avaliação predominante é que as decisões da política econômica são bem vistas. E ao que parece houve um “descolamento da economia e da política”, onde mesmo com tantos imbróglios políticos, a economia seguiu a sua rota de melhora. “Não sou cientista político e não estou aqui para defender partido A ou B, mas quando comparamos as cotações dos principais ativos financeiros, na maioria das vezes são mais favoráveis”.

Índice de confiança

Na sequência ele detalhou os índices de confiança da Indústria e do Consumidor e do Ibovespa, que vem apresentando crescimento mês após mês. Destacou que a análise desses dados é importante para antecipar outros indicadores, como consumo das famílias, produção industrial, etc. 

Atividade econômica

Falando sobre a atividade econômica, Margato explanou sobre a recuperação do PIB –  Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia – que retrocedeu 9,5% nos últimos dois anos. As projeções do IBGE, é que em 2017 houve um crescimento de 1%. A atividade econômica que mais alavancou a retomada da economia foi a agrícola, responsável por 75% do PIB. Já para este ano, a projeção do Santander é de um crescimento de 3 a 3,5% “Sabemos que o processo de recuperação é cíclico. Mas para 2018 esse crescimento deve ficar mais disseminado entre os setores e regiões do país”, observou, ao citar que a Produção Industrial também apresenta melhora, com projeção de crescimento de 5%.

Entre as forças motrizes da recuperação, segundo análise do economista, está o comércio varejista, que em 2017 cresceu em todos os segmentos e a tendência é que o mesmo se repita neste ano. “O Varejo está em ascendência e essa trajetória de alta é muito importante para correlacionar com o consumo das famílias, que é um importante índice para projetar a recuperação”, frisou. Ele inclusive destacou que o índice de comprometimento de renda das famílias vem diminuindo, de 23% em novembro de 2015 para 20% no mesmo mês de 2017, sinal de aumento do poder de compra das mesmas.

Mercado de trabalho

Margato salientou que o mercado de trabalho é o último ao ser impactado por uma crise e consequentemente, reage num estágio final do processo de retomada da economia. Isso ocorre em razão do alto custo de contratação e demissão no país. Mesmo com esta particularidade, ele destacou que a taxa de desemprego vem diminuindo, com projeção de chegar a 10,5% em dezembro de 2018.

Inflação e juros

O economista também teceu comentários sobre a inflação e a taxa de juros Selic, onde todas as projeções de mercado apontam para índices baixos até meados de 2019. “Sem uma grande ruptura no cenário político ou global, a expectativa é de continuidade da inflação e dos juros baixos. Fazendo uma avaliação conjuntural, é um momento de grandes oportunidades”, disse.

Política Fiscal

Quanto à Política Fiscal, Margato defendeu a Reforma da Previdência, pois do contrário o país poderá ter diversos impactos, entre eles ver a inflação chegar a dois dígitos. “Atualmente a Previdência responde por 45% de todas as despesas do governo. Estimamos que sem a reforma, em 2024 essa conta será de 75%. Claro que isso não é sustentável. Mas o governo não vai deixar de pagar, ele vai imprimir mais moeda e isso será uma bola de neve”, resumiu.

Longo prazo

Numa avaliação estrutural, ele reforçou que o Brasil ainda continua entre os 10 países mais consumidores do mundo. Explicou que as nações mais maduras economicamente, como os Estados Unidos, não devem ter um crescimento que ultrapasse os 3% nos próximos anos e que o potencial de crescimento está nos emergentes. Ele finalizou citando os inúmeros desafios a serem vencidos, como tempo médio gasto para declaração de impostos, onde o Brasil é pioneiro no mundo, melhora na educação, na qualidade da mão de obra, etc.

O presidente, Mário Cesar dos Santos, agradeceu a presença do economista e na ocasião, convidou o público para a próxima Reunião Plenária, que acontecerá na segunda-feira, 5 de março e contará com a presença do prefeito, Volnei Morastoni. A pauta será as alterações do trânsito que serão realizadas na metade do ano, ações e projetos para 2018, 2019 e 2020. A reunião será na sede da ACII, às 18h30.

 

Veja as fotos da Plenária! 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ACII

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