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Em reunião na ACII, Autopista afirma que já realizou todos os investimentos contratuais na região - ACII

A BR-101 e as marginais no trecho que cortam Itajaí não vão receber mais nenhuma grande obra até 2033 da Autopista Litoral Sul, pelo menos se nenhum aditivo contratual for autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A informação foi repassada ontem, 20 de novembro, durante da última Reunião Plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) deste ano, que também era o último encontro conduzido pelo presidente, Eclésio da Silva.

O diretor superintendente da Autopista Litoral Sul, Paulo Castro, destacou que a empresa administra um trecho de 407,68 quilômetros, entre os Estados do Paraná e SC. A concessão iniciou em 2007 e segue até 2033, e conforme o apresentado, até julho deste ano foram investidos no trecho R$2,6 bilhões em obras e melhorias, definidas via contrato de concessão.

Foi detalhado que em Itajaí “desde o início da administração da Rodovia BR-101/SC, em 2008, foram investidos pela Autopista Litoral Sul em obras executadas, aproximadamente R$ 40,5 milhões. Isto, sem contar todos os recursos para conservação, manutenção e operação da Rodovia, Marginais, Passarelas e Viadutos”.

Planos futuros

Entretanto, a equipe técnica da Autopista apresentou uma série de projetos para criação de vias marginais, pontes e viadutos, organizando as entradas e saídas da BR-101 em Itajaí, melhorando a capacidade de tráfego e gerando maior fluidez para o trecho, separando o trânsito urbano da rodovia e resolvendo uma série de problemas atuais.

Porém, a concessionária aguarda autorização da ANTT para um aditivo contratual para contemplar os projetos acima citados. Mas conforme Castro, a morosidade dos trâmites nas esferas federais gera incertezas sobre a continuidade das ações previstas. “Investimos R$20 milhões nestes projetos executivos e não temos nenhuma certeza se vamos executá-los. O Tribunal de Contas da União não permite que a ANTT faça qualquer autorização de investimento extracontratual sem ser consultado. E depois da Lava Jato, todos os trâmites praticamente pararam”, explicou.

Diante das colocações, o presidente Eclésio, questionou como as entidades e os empresários poderiam auxiliar no andamento dos projetos. A resposta obtida foi que seria necessário buscar o auxílio dos parlamentares, para que empreendam forças em Brasília e assim, consigam a aprovação dos investimentos da Autopista na região pela ANTT. Ele então, assumiu que não medirá esforços para auxiliar no andamento dos projetos, em razão da importância dos mesmos para o desenvolvimento de toda a região. “Era fundamental termos esse conhecimento da realidade da Autopista na região. De posse das informações, é o momento de nos envolvermos e tanto eu, quanto o dr. Mário vamos no empenhar em Brasília para que essas obras aconteçam”.

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