Empresários de Itajaí conhecem estratégias da Defesa Civil para reduzir impactos de eventos climáticos

Reunião da ACII apresentou plano municipal e anunciou workshop para orientar empresas sobre preparação para emergências

 

Um dia de sol não significa que Itajaí esteja livre do risco de uma inundação. A experiência de 2008 e 2011, quando a elevação das águas ocorreu mesmo com períodos de tempo firme, foi lembrada durante a reunião plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), na noite de segunda-feira (10). O encontro apresentou aos empresários como o município monitora os riscos e organiza a resposta a eventos climáticos.

 

De acordo com o agente da Defesa Civil de Itajaí, Rubens Poletto Junior, o município mantém o Plano de Contingência desde 2011 e realiza atualizações anuais. Os registros históricos dos níveis dos rios também ajudam a identificar as áreas que podem ser atingidas e a definir medidas de proteção com antecedência. “Nós não esperamos o pior, mas estamos preparados para ele chegar”, afirmou.

 

A possibilidade de influência do El Niño exige atenção, mas, conforme explicou o agente, não permite afirmar que o município enfrentará necessariamente um evento de grandes proporções. A orientação é acompanhar os canais oficiais e manter estruturas preparadas para diferentes cenários.

 

Poletto também destacou que a percepção do risco pode mudar de acordo com a experiência de cada morador. Quem já passou por uma inundação reconhece determinados sinais. Já quem chegou recentemente à cidade pode não dimensionar um alerta, principalmente quando o tempo ainda está aberto. “Em Itajaí, a cidade pode mudar até em um dia de sol”, disse.

 

A Defesa Civil mantém ações de orientação em escolas e empresas justamente para ampliar esse conhecimento e preparar a população para situações que podem evoluir rapidamente.

 

Empresas entram na estratégia

Para a presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, a preparação também precisa chegar ao ambiente empresarial. Ela destaca que cerca de 40% dos moradores de Itajaí são oriundos de outras regiões do Estado, de outros estados e até de outros países.

 

“Muitas dessas pessoas não vivenciaram uma grande inundação e podem não compreender a dimensão de um alerta, especialmente quando ele acontece em um dia de sol”, lembra Thaísa. Para o agente da Defesa Civil, as empresas também têm um papel importante em levar essa informação aos colaboradores e ajudá-los a entender como agir.

 

Thaísa defende ainda que o plano de contingência seja tratado como uma ferramenta de gestão, e não como uma previsão de desastre. “Não se trata de prever que algo vai acontecer. Trata-se de estar organizado caso aconteça. Se não houver um evento, a empresa estará mais preparada para outras situações. Se houver, terá um plano para saber como agir”, destaca.

 

Entre as informações que devem fazer parte desse planejamento estão o endereço dos colaboradores, possíveis áreas de risco, condições de deslocamento, formas de comunicação com as equipes, continuidade das atividades e proteção de estoques, equipamentos e documentos.

 

Workshop reúne empresas no dia 25

O próximo passo será um workshop voltado ao setor empresarial, marcado para 25 de agosto. A iniciativa foi anunciada durante a plenária pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Rodrigo Bonfanti Campos, que participou do encontro para apresentar a programação e mobilizar os empresários.

 

O workshop será realizado das 8h às 11h, no Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira., com participação da Defesa Civil. A programação vai apresentar o Plano de Contingência do município, canais oficiais, ferramentas de consulta e orientações para a elaboração e atualização dos planos empresariais.

 

A programação também terá cases de empresas de diferentes setores, entre elas a Unimed, para mostrar como a preparação pode ser incorporada à rotina das organizações. O encontro contará ainda com orientação especializada em gestão de crises.

 

A proposta é atender tanto empresas que ainda não possuem um plano de contingência quanto aquelas que já têm uma estrutura, mas precisam revisar e aperfeiçoar os procedimentos. A orientação apresentada durante a plenária é direta: a preparação deve ocorrer antes de uma emergência. Com informação, planejamento e definição prévia de responsabilidades, empresas e colaboradores ampliam a capacidade de resposta e reduzem os impactos de um eventual evento climático.

 

Texto e fotos: Adão Pinheiro/Buriti Jornalistas

 

Rodrigo Bonfanti Campos, Secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, fala sobre o alinhamento entre a Defesa Civil e demais secretarias do governo municipal.

 

 

O agente de Defesa civil, Rubens Poletto Junior, trouxe informações sobre o Plano Municipal de Contingência em caso de desastres naturais.

 

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